O que é uma conta de títulos?
Uma conta de títulos — ou conta de valores mobiliários — é a conta onde os teus títulos ficam guardados. Onde uma conta à ordem guarda dinheiro, uma conta de títulos guarda ações, fundos e obrigações. Abre-la num banco ou numa corretora, e é a partir dela que compras e vendes. Anda sempre ligada a uma conta à ordem, de onde sai o dinheiro quando compras e onde caem as vendas e os dividendos.
Os tipos de conta que existem
- Conta de títulos normal: Sem teto nem prazo. Em Portugal, o ganho só é tributado quando vendes — 28 % sobre as mais-valias.
- PPR (plano poupança-reforma): O produto com vantagem fiscal em Portugal: dedução no IRS de parte do que entregas e imposto reduzido sobre o ganho se cumprires as regras. Em troca, o dinheiro fica pensado para a reforma — levantar fora das condições previstas custa a devolução do benefício. Existem PPR em forma de fundo, com ações lá dentro.
- Conta numa corretora estrangeira: Muito comum entre investidores portugueses por causa das comissões baixas. Funciona igual, mas o imposto declaras tu no IRS e o banco não te ajuda.
Não podes passar uma ação de uma conta para um PPR sem vender e voltar a comprar.
O que custa uma conta
A conta em si costuma ser gratuita, mas verifica três coisas: as comissões por ordem, a comissão de câmbio em ações estrangeiras e a comissão de custódia (ou de guarda de títulos) — um valor fixo, trimestral ou anual, que muitos bancos portugueses ainda cobram. Uma custódia de 40 € por ano é 3 % de uma conta com 1 300 €. É muito.
As minhas ações estão seguras se o banco falir?
Sim, no essencial. As ações na tua conta são tuas, não do banco — estão registadas em teu nome na Interbolsa (a central de valores mobiliários portuguesa) ou num banco custodiante. Se o teu banco falir, a conta é transferida. O dinheiro na conta à ordem está coberto pelo Fundo de Garantia de Depósitos até 100 000 € por titular. Se for uma corretora a falhar e os teus títulos desaparecerem, o Sistema de Indemnização aos Investidores cobre até 25 000 €. Contra o que não estás segurado é contra as ações caírem.
O erro típico de quem começa
Olhar só para a comissão por ordem e esquecer a custódia. Com uma carteira pequena que quase não mexes, uma custódia trimestral pesa muito mais do que a comissão de compra e venda. Pergunta por «todos os custos de manutenção» antes de abrires a conta.
É assim que vês no Kiggo
A Kiggo não negoceia e não tem contas. Na secção «Para começar», a Kiggo guia-te na escolha de um banco ou de uma corretora e na abertura da conta, e diz o que os vários intermediários cobram por ordem.
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Perguntas frequentes
Posso ter várias contas de títulos?
Sim, tantas quantas quiseres, em quantos intermediários quiseres. Lembra-te de que, no IRS, os ganhos de títulos iguais são calculados pela ordem de compra (FIFO), mesmo que estejam em contas diferentes.
O que é um custodiante?
A instituição que guarda os teus títulos por ti — o teu banco ou a central de valores mobiliários que ele usa. É um detalhe técnico em que quase nunca tens de pensar.
Uma corretora estrangeira é segura?
Se for autorizada na União Europeia, está sujeita às mesmas regras de separação de patrimónios que um banco português. O que muda é a burocracia: os dividendos e as vendas não vêm pré-preenchidos no IRS — tens de os declarar tu.
O Kiggo explica — o Kiggo não aconselha. Nunca te dizemos o que comprar ou vender, e os indicadores só se comparam entre empresas do mesmo setor. A decisão é tua. Última atualização: 2026-09-23.
Escrito por Claus Frisch, fundador do Kiggo. Nem consultor, nem banco — o Kiggo explica, tu decides.